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O QUE REALMENTE ACONTECE NA

CARREIRA DE

HOMENS E MULHERES

APÓS TER FILHOS?

HOMENS E MULHERES nos contaram que após ter filhos concordam com as as seguintes afirmações:

47%

Repensei meu plano de carreira

38%

17%

Não quis assumir mais

responsabilidades no trabalho

10%

57%

Busquei flexibilidade de horário

39%

34%

Faço menos ou não posso realizar horas extras

19%

Mas antes de chegar nisso, muita coisa aconteceu... Então "VAMOS COMEÇAR DO COMEÇO"?

TODA RELAÇÃO EM UMA EMPRESA

TEM UM PONTAPÉ INICIAL:

A ENTREVISTA

UMA PERGUNTA PRESENTE EM

62% DAS CONVERSAS

PARA CONTRATAÇÃO COM MULHERES FOI:

VOCÊ PRETENDE

TER FILHOS?

ENQUANTO MENOS DA METADE DOS HOMENS ENCARARAM A MESMA PERGUNTA PARA CONQUISTAR A TÃO SONHADA VAGA OU PROMOÇÃO

O CONTRASTE TAMBÉM ESTÁ NO PESO DA RESPOSTA DADA:

45% DAS MULHERES

ACREDITAM QUE SUA RESPOSTA

FOI DECISIVA NA HORA DA CONTRATAÇÃO!

AGORA...

Pretender ter filhos é uma coisa, mas contar que você já está esperando por um bebê é outra bem diferente… Ainda mais quando é sobre contar na empresa. Pelo menos foi isso que o estudo nos apontou…. Enquanto para os homens é só felicidade contar a futura chegada do seu filho(a)

Felicidade

Alegria

Tranquilidade

Satisfação

Insegurança

Para muitas mulheres é um momento de pura tensão!

Insegurança

Felicidade

Medo

Tranquilidade

Isso significa que...

39%

9%

das mulheres

reportaram

sentimentos

negativos*

e somente...

das homens

reportaram

sentimentos

negativos**

Dentro os sentimentos reportados também registramos: para os homens - felicidade (36%), alegria (22%), tranquilidade (10%), satisfação (8%), insegurança (5%), calma (4%), segurança (3%), medo (2%) | para as mulheres - Felicidade (18%), Insegurança (16%), Medo (14%), Tranquilidade (13%), Alegria (12%), Segurança (7%), Calma (5%), Angústia (4%)

Mas após reportar que vai ter um filho(a) para o chefe, há também a mudança no comportamento do tipo de vaga que homens e mulheres começam a priorizar em sua carreira.

O estudo nos mostrou que

53% DOS HOMENS

que têm filhos trabalham com

carteira assinada (CLT).

Isso são 10 pontos percentuais a

mais do que homens que não tem filhos (43%).

No caso das mulheres,

acontece o oposto: a maioria que trabalha com carteira assinada são as que não tem filhos (42%), seis pontos percentuais a mais do que as mamães CLT (36%)

ESSA ESCOLHA NOS LEVOU A OUTRO DADO: 

Existem mais mães do que pais sem jornada fixa de trabalho

33%

e somente...

das mamães

não tem jornada fixa

de trabalho

16%

dos pais

não tem jornada fixa

de trabalho

Nesse momento nosso time PAROU e SE PERGUNTOU:

Será que isso acontece pela NATURALIZAÇÃO da crença de que quando o homem, ao se tornar pai, tem a “OBRIGAÇÃO” de ser o PROVEDOR DA FAMÍLIA?

Primeiro descobrimos que

52% DOS HOMENS SEM FILHOS

consideram-se "Chefes da Família", independente de ganharem mais que a mulher ou não. 
Agora, APÓS TEREM FILHOS, o percentual de homens sobe em 24 pontos percentuais, totalizando:

76% DOS PAIS SE CONSIDERAM OS CHEFES DA FAMÍLIA.

Mas afinal, o que é essa tal

NATURALIZAÇÃO?

"Nas Ciências Sociais, “naturalizar” é o processo de fazer com que um comportamento cultural pareça ser algo natural, justificado pela biologia. Por exemplo, há poucas décadas a expectativa da sociedade era que a mulher adulta se tornasse dona de casa e mãe. Isso era algo tão naturalizado que muitas mulheres defendiam esses valores e criticavam aquelas que rejeitavam ter esse papel na sociedade. Um comportamento quando naturalizado pode se tornar imperceptível para quem o pratica ou observa."

Juliano Spyer, Head of Human Insights na alexandria.ai

Pela metodologia voices, identificamos 3 grandes grupos de narrativas nos 150 depoimentos espontâneos. Elas evidenciam a naturalização de alguns comportamentos e mostram perspectivas diferentes entre homens e mulheres sobre impactos no Foco de Trabalho, na Alocação do Tempo e no que se abre mão após os filhos.

Foco no trabalho

"Mudou a seriedade no trabalho"

"Fiquei mais comprometido."

"Proporcionou um crescimento profissional"

SERIEDADE E COMPROMISSO

“Antes eu tinha uns horários bem loucos. Agora eu tenho que trabalhar das 7 as 17h”

DISCIPLINA

Alocação do Tempo

MAIS FAMÍLIA, MENOS…

“Mesmo trabalhando, o serviço da casa nunca acaba”

DUPLA JORNADA

"Eu não saio mais tanto como antes"

"Me preocupa em relação às viagens"

"Trabalho apenas alguns horários à noite"

"Tem que chegar em casa, tem que lavar tudo, tem que organizar tudo"

"A gente quer ter um tempo maior com os filhos"

"Não encaixar eles na nossa rotina, mas encaixar a gente na vida deles"

DE LAZER, DE NADA

Abrir mão

DO TRABALHO, DE MIM

"Tive que abrir mão do meu trabalho"

"Não tinha família para me ajudar com meu filho, então tive que parar"

"Abrir mão da minha vida noturna"

"Fora os gastos maiores, não mudou nada não"

"Me dediquei exclusivamente a ela até os 4 anos"

"Compensa mais ficar em casa, trabalhar informalmente do que pagar né?"

Em geral o padrão mais forte que encontramos nos depoimentos foi a definição tradicional de papéis de homens como provedores e mulheres como cuidadoras.

Isso gera algumas consequências nas

decisões de carreira e dia-a-dia da casa.

O estudo traz para nós que:

das mulheres que conversamos,

56% delas fizeram uma PAUSA na carreira após a licença maternidade

Com os homens esse percentual cai para apenas 22%.

A maior parte das mulheres disseram que fizeram essa escolha porque não tinham com quem deixar a criança, ou não tinham como pagar alguém para cuidar da criança.

Enquanto isso...

Existem algumas empresas tentando aplicar o aumento da licença-paternidade, porém o estudo nos apontou que

SOMENTE 40% DOS HOMENS

TIRAM FÉRIAS

APÓS O NASCIMENTO DO FILHO

E/OU LICENÇA PATERNIDADE,

15pp* a menos do que as mulheres

* pp: pontos percentuais

Descobrimos também que as mulheres passam a fazer menos HORAS EXTRAS no trabalho, após a maternidade.

59%

43%

Mas isso quer dizer que elas estão

TRABALHANDO MENOS

ou encaram a JORNADA DUPLA?

Perguntamos para homens e mulheres sobre a responsabilidades nos afazeres domésticos.

Homens

Mulheres

Na verdade, o que acontece é que os afazeres de casa, que chamamos aqui de JORNADA DUPLA, são em sua maior parte RESPONSABILIDADE DA MULHER (ISSO ANTES DE SE TORNAREM MÃES). 

ISSO SIGNIFICA QUE PARA AS MULHERES A JORNADA DUPLA EM CASA É DE 2 HORAS A MAIS POR DIA NA SEMANA.

55%

34%

E essa diferença (21%) na JORNADA DUPLA passa a ser

ainda maior com filhos (32%)

74%

42%

A dupla jornada é real e descobrimos que ela é muito maior do que imaginávamos, inclusive aos fins de semana.

​É perguntamos:

É NATURAL QUE SEJA FUNÇÃO DA MULHER CUIDAR DOS FILHOS?

Na maioria dos lares brasileiros, isso ainda é a realidade.

Em TODAS as tarefas domésticas relacionadas aos filhos, a maioria das mulheres relatam ser as principais responsáveis. A diferença é de pelo menos 10pp… com exceção de brincar.

Homens

Mulheres

Até levar o filho no médico

passa a ser um "dever" da mulher

63%

das mulheres responderam que são ELAS QUEM LEVAM os filhos ao médico

79%

dos homens CONCORDAM que SUAS ESPOSAS 

DEVEM LEVAR

os filhos ao médico

A análise antropológica do estudo aponta para uma

REALIDADE PROBLEMÁTICA

em relação a jornada de

TRABALHO DA MULHER

"A dupla jornada existe e tem consequências para a mulher que quer se dedicar à carreira. Uma parte recorre ao empreendedorismo para compatibilizar as principais demandas, como levar ao médico e ir buscar na escola. A maior dificuldade aparece entre as mães que não querem empreender, nestes casos, o parceiro é pressionado a participar mais e compartilhar mais as responsabilidades."

Juliano Spyer, Head of Human Insights na alexandria.ai

Por consequência,

2,5x MAIS MULHERES

do que homens viram seus

RENDIMENTOS INDIVIDUAIS REDUZIREM

após o nascimento do filho.

45%

18%

e também, não é atoa que são mais

DESCONSIDERADAS

PARA UMA PROMOÇÃO

após terem filhos

23%

11%

E NA SUA CASA?

Quer uma ajudinha para saber como

está a divisão de responsabilidades?
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quem realiza as tarefas cotidianas no seu lar :)  
A ideia é incentivar o compartilhamento de tarefas e estimular uma reflexão sobre como naturalizamos esses comportamentos no dia a dia, e o que podemos fazer para ser mais igualitários tanto no pensamento, como na divisão dos afazeres domésticos.

PS: A ideia é provocar e causar uma discussão das boas...

Mas nada de briga, hein?

Este estudo foi realizado por:

e todos os direitos são reservados a ela.
A divulgação dos dados estão autorizadas mediante citação da fonte. Para mais dados e análises mais profundas de nossos profissionais responsáveis pelo estudo, entrar em contato com nathi@alexandria.ai 

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Equipe responsável pelo estudo:

Carol Dantas

CPO

Juliano Spyer

Head of Human Insights

Bruna Cavallari

Research Analyst

Fabi Bacalhau

PMO

Flávia Guimarães

Content & Social Media Analyst

Fábio Cabral

Statistic Analyst

Mike Trindade

Creative Art Director

Nathi Figueiredo

Mkt & Communications Manager

Natália Tosi

Research Analyst